quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Dia Mundial da Diabetes

Apesar de existirem cerca de 145 milhões de diabéticos e se ouvir constantemente os meios de comunicação social a falar de diabetes, a maioria das pessoas não sabe concretamente o que é a diabetes. Para assinalar este dia, nos gostávamos de informar os leitores do nosso blog acerca desta doença, cada vez mais incidente.

O primeiro ponto que gostávamos de salientar é que existem vários tipos de diabetes: tipo 1, tipo 2, gestacional (associada à gravidez), entre outros. Sendo que o tipo que é frequentemente referido pela comunicação social é a diabetes tipo 2.

Qualquer tipo de diabetes resulta da disfunção de uma hormona, a insulina. Esta hormona é responsável pela entrada de glicose nas células, de modo a que seja gasta como combustível. Se a insulina não funciona, a glicose não entra nas células, acumulando-se no sangue (hiperglicemia), sendo depois excretada na urina.

As principais diferenças entre a diabetes tipo 1 e tipo 2 estão descritas na tabela abaixo:


Esperamos que esta breve explicação tenha sido clara.

Para diagnóstico da diabetes esteja atento aos seguintes sintomas:
- Urina em excesso;
- Sede excessiva;
- Apetite aumentado;
- Perda de peso.

Se quiser mais informações pode consultar o site da Sociedade Portuguesa de Diabetologia.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Refeições fora de casa

Segundo um estudo efectuado nos EUA com mais de 12 mil pessoas, comer fora de casa cinco vezes por semana, geralmente em restaurantes de fast-food, conduz inevitavelmente ao aumento de peso.


Por cada refeição semanal fora de casa, adquire-se um ganho de meio quilo. Assim, o índice de massa corporal é bastante superior entre os que fazem as suas refeições em restaurantes de fast food, entre três e seis vezes por semana, em relação aos que confeccionam a própria comida ou comem fora apenas duas a três vezes por semana, segundo estudo da Universidade de Temple (Pensilvânia) realizado entre 2004 e 2006.

Apesar das más práticas alimentares, 41% das pessoas ouvidas gostariam que as informações sobre o valor nutritivo dos alimentos estivessem escritas nos menus. Segundo o estudo, os americanos escolheriam a alimentação saudável, se fosse “mais gostosa", "menos cara" e "mais facilmente disponível".

Como não vamos conseguir mudar os hábitos da população, o mais acertado seria modificarmos a oferta, ou seja, proporcionar refeições mais saudáveis a quem come fora de casa.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Objectivos da Comunicação

Quando comunicamos, é óbvio que pretendemos transmitir uma mensagem, uma informação. Para que esta seja captada de uma forma correcta, a comunicação tem que ser clara e precisa, ser quantificada para depois verificar se o que foi transmitido foi percepcionado, conter o prazo em que deve ser atingida e, acima de tudo, ser passível de ser atingida.

A publicidade é uma forma de comunicação muito eficaz e utiliza três categorias de objectivos para fazer com que isso seja possível:
  • Dar a conhecer: lançamento de novos produtos, as suas novas características, existência de um novo nutrimento...


  • Fazer gostar: de um novo produto, dos seus constituintes... Pretende mudar atitudes e opiniões.


  • Fazer agir: alterar o comportamento, pedir informações, levar o consumidor a provar...

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Como se pode posicionar o nutricionista que comunica sobre ciência?

Um nutricionista, que normalmente comunica sobre a ciência produzida por outros, deve simplificar e descodificar essa informação, assim como avaliar a sua qualidade e veracidade. Assim, a pessoa que comunica ciência deve funcionar como um “coador”, ou seja, filtrar a informação que interessa ao público-alvo e transmiti-la de um modo perceptível.
Para além disso, o comunicador deve ter cuidado com as posições que toma em relação a determinados temas, visto que pode ter grande influência no público. Para ilustrar esta situação, apresentamos um debate em que um jornalista científico toma uma posição controversa:

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Dia Mundial da Alimentação

A FAO (The Food and Agriculture Organization of the United Nations) celebra o Dia Mundial da Alimentação, todos os anos, no dia 16 de Outubro, dia em que a organização foi fundada no ano de 1945. O tema deste ano foi “O Direito à Alimentação”. Este é um direito de todos os seres humanos, independentemente do local do planeta onde vivem. Por isso, apresentamos alguns números para pensar:

- 854 Milhões de crianças, homens e mulheres ainda vão para a cama de estômago vazio;

- 14% da população mundial sofre de fome ou insegurança alimentar;

- Todos os dias morrem de fome ou de problemas a esta associados, cerca de 16 mil crianças com menos de cinco anos. No entanto, a agricultura está a produzir 17por cento mais de calorias por pessoa, por comparação ao que produzia há três décadas e mesmo tendo em conta que a população mundial aumentou 70 por cento nesse período.




sábado, 6 de outubro de 2007

O nosso consumo pode ser, hoje em dia, melhor analisado à luz da corrente funcionalista ou estruturalista?

Porque comemos o que comemos?

Quantas vezes nos deparamos com pensamentos do género: “Como isto? Faz tão mal, mas sabe tão bem, ainda por cima estão todos a comer…” ou então “Vou comer isto. Sabe mal mas eu sei que me vai fazer bem!”. Será o nosso consumo mais influenciado por questões de saúde e bem-estar (corrente funcionalista) ou por questões sociais, culturais e de gosto (corrente estruturalista)?

Com certeza que, quando bebemos Coca-cola, não o fazemos por razões de saúde mas sim por uma questão social e de gosto. Assim, a corrente estruturalista domina no que diz respeito ao consumo desta bebida.


E o famoso óleo de fígado de bacalhau? Antigamente era dado regularmente às crianças (e não só) pois “fazia bem”, no entanto, tinha um sabor horrível. Era, sem dúvida, tomado por razões de saúde. A ingestão deste alimento ilustra bem a filosofia da corrente funcionalista.

Mas, provavelmente, hoje em dia, as nossas escolhas alimentares têm por base estas duas correntes que se influenciam reciprocamente. Estamos então perante uma interacção dinâmica entre a cultura e a natureza biológica.
Damos como exemplo esta famosa publicidade ao leite, que conjuga elementos de ambas as correntes. Por um lado, diz que o leite nos faz sentir “super” e que o cálcio ajuda a ter ossos fortes, mesmo se não formos de Krypton. Claramente, uma alusão ao bem que o leite faz à saúde. Mas, por outro lado, associa o leite a um desenho animado, um ser social.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Porque se institucionalizou a informação sobre os alimentos? Porque se tornou esta mais complexa? Porque originou códigos escritos?

A informação sobre os alimentos teve necessidade de se institucionalizar para que um maior número de pessoas tenha acesso a essa informação e de uma forma mais rápida. No passado, a informação sobre os alimentos era transmitida de boca-em-boca, o que levava a perdas de informação, muitas vezes passagem de informação incorrecta e apenas chegava a um reduzido número de pessoas. Assim, a institucionalização da informação sobre os alimentos fez com que deixasse de haver estes pontos negativos na transmissão de conhecimentos.

Por outro lado tornou-se mais complexa, porque cada vez se estuda mais aprofundadamente os alimentos, descobrindo-se cada vez mais pormenores e por isso a informação torna-se mais complexa.

É necessário que essa complexidade de informação se traduza em códigos escritos, para se tornar mais exacta e não suscitar qualquer tipo de dúvida, ao mesmo tempo que a sua compreensão se torna mais clara.